sábado, maio 14, 2011

Quando sorris abre-se um parênteses


Queria eu ser um mar, para poderes mergulhar em mim e eu te envolver.
 Para que fluísses como uma corrente.
Diz que me adoras e as palavras, as minhas, poderão ganhar vida.
Brotarão para ti como flores….
Talvez fazendo crescer a semente…
Hoje eu seria rei a teu lado, se quisesses rasgar comigo a próxima alvorada.
Foi, e é, para isto, que me preparei toda a vida, e que de ilusão em ilusão vi em ti a encantada…
O amor sopra-me ao ouvido o teu nome, de forma algo caprichosa. O vento que antes, em mim soprava doido, é agora tornado em teu redor a as raras brisas que eu sentia quando te olhava, são agora de limão partido em teu peito, vertendo-se em teus seios, esperando por mim…
Não tive noção que vi nascer teu nome, e corro o risco de ser uma estúpida canção para ti.
Se o mundo acabar amanhã, digo-te que, terei de virar páginas e páginas deste livro para chegar á razão e dizer-te que um homem foi para ti o que eu nunca serei.
Talvez um dia eu te ouça dizer que se o teu coração te tivesse deixado, estarias hoje a meu lado olhando as minhas, tuas, nossas filhas.
Hoje caminho pela praia e vejo o teu nome em todas as conchas, alguém escreveu o teu nome nelas, mais alguém te ama…
Hoje acordei lembrando-me que a saudade é feiticeira e a chama da lareira já não faz sombra do lado oposto ao teu corpo. Hoje consigo ser a chama, mas não a tua. E as lágrimas que ver-to são como gasolina impedindo-a de se apagar mas não chegando a ti.
Este texto é uma invenção, mas tu és de tal forma real, que tive que adulterar situações para te esconder até de mim, para não te encontrar sempre que te procuro, para te sentires resguardada dos outros que me lêem e te conhecem…
Tudo o que sinto estou a partilhar contigo e mais partilharia, mais sentiria, e novas aventuras existiriam na minha mente… tendo-te a meu lado e não somente em mim…
És a feiticeira que apareceu no meu desnorte a inundar-me de vida.
Agora antes de adormecer, antes de apagar a luz de meu quarto vou sonhar que adormeces em meu peito. Horas e instantes, e instantes que eu queria que fossem horas.
Quando te olho sei.
- Sabes? (imagino-te a dizer)
Sei que há sentimentos por inventar para em mim te poder enquadrar…

sexta-feira, maio 13, 2011



Ontem escrevi e escrevi-te!
Sabes que te tinha que escrever, tantas e tantas palavras para te dizer que não cabem nesta folha de papel.
Ontem quis convidar-te para um passeio, para caminharmos pelo mundo, tu na crista de uma onda, eu com um pé no topo do vento, mas a teu lado!
O vento que muda e se faz quente ou frio.
A brisa ou a tempestade, aquela que não nos deixa saudade.
A brisa que te acaricia o cabelo, e teu peito, para meu deleite.
O vento que trás em si sons de outras culturas, cheiros de outros povos, marcas de outras eras, todas juntas… no mesmo mundo.
Ontem escrevi-te, enquanto meu pé desenhava um círculo na areia e o outro meu pé, fazia de ponto de compasso fixando minha perna quase firmemente.
Se eu fosse vento seria brando para te tocar, sentindo a seda dos teus lábios, o cheiro de flor do campo nos teus cabelos, enquanto tu vestida de mil cores e odores…
Seria vento suave para levantar o odor das rosas, e de forma invisível tocar baladas nas folhas das árvores.
Se eu fosse o teu vento, também te levaria de barco, soprando da minha alma o teu, meu destino, sem leme, sem vela, na busca de um porto a que se chama alma, fundindo nossos desejos num só caminho…
Vento que seria nosso aliado no passeio pelo mundo, até que fazendo trégua me levasse de ti, para o sono eterno…
Até lá, anda, vem, antes que o meu vento seja brisa em tua alma e te esqueças de mim.
Antes que a tempestade te leve de mim…
Para teu bom porto!
Escrevo devagar para que me leias com calma, para que os sentimentos das palavras se entranhem em ti…
E por conseguinte eu sou a palavra!...
E o momento, o nosso!
Aquele em que me lês.
Nesse momento sou teu.
E tu… não minha!
Ou quiçá um pouquinho para te sentires bem, ou melhor ainda!
Lembro-me da primeira vez que te olhei, e tive consciência de ti.
Em mim!...
No embalo das minhas palavras encontro o que posso e o que sinto…
No impossível dos meus sentimentos as palavras crescem, nascem e renascem…
Para ti!
O impossível és tu. O impossível vivo no dia-a-dia, sonhando-te! Mas tornaste-te realidade aqui e agora, nestas palavras.
Nas frases que desenho só para ti, és tudo, eu nada.
As letras vagarosamente tomam o seu lugar, grudam-se umas às outras para não serem letras perdidas que podem escrever verdades ou mentiras.
Nas minhas palavras não existem limites para o querer e poder; nelas tudo se pode, noites viram dias, alegrias tristezas e essas dores…
Nas minhas palavras as melodias viram verdades e essas são ditas para que as sintas e vivas…
Perdidas, esquecidas… para as encontrares…
Com simples e singelas letras componho palavras que existem à muito tempo, que já existiam antes de eu nascer… hummm há muito tempo…
Se algumas delas te fizer feliz, diz-me quais, dá-me esse prazer de as olhar e saber-te nelas.
Nas linhas que me faltam para acabar este texto, acredito que ainda vou juntar mais algumas letras para que as palavras te digam algo mais.
Ontem fechei os olhos e olhei-te. Imaginei-te vestida em seda de mil cores, como uma indiana a caminho do rio… onde a seda caiu… e o corpo se mostrou…
Bem abrindo os olhos para acabar este texto. Para transformar mais letras em palavras e estas em frases quem criam linhas…
Apetece-me fazer uma cena. Mostrar-te que acredito em magia. Que te busco nestas letras desejando um beijo sem fim. Para disfrutar o prazer de te beijar.
Se olhares estas palavras e juntares todas as letras, no fim do dia, ou em algum dia, poderás dizer para ti mesma:
- Ele existe!
E depois poderás apagar-me.
Letra a letra, nesse verso eterno, que no final da história serão estas palavras.
Se posso mudar?!
Sim posso!
Mas serás tu que irás viver nos novos textos.
Se posso tudo o que escrevo, nada poderá mais que este meu desejar…
em silencio…
No meu lar.
Então meu destino, te engano, e não mais quero que a tristeza te traga a mim, que me impeça de desejar como desejo…
De sonhar a mulher!

quinta-feira, maio 05, 2011


E eu é que sou burro!!!

Nesta nossa segunda democracia; admirados?
A Primeira democracia ocorreu quando o povo elegeu o Mestre de Avis.
Sim já se esqueceram mas eu não, e o resultado da eleição foi:
Posição dos grupos sociais na Revolução de 1383/1385:
  • Clero /Nobreza – apoiavam D. Beatriz e o rei de Castela.
  • Burguesia/ Povo – apoiavam D. João, Mestre de Avis
Venceu o povo!!
Em menos de um mês, técnicos avalizados, que ganham menos que os nossos gestores públicos, e que não obtiveram a sua licenciatura ao fim de semana através de fax… os ditos técnicos avaliaram e apresentaram um memorando de entendimento a Portugal.
Pelo meio ficaram á porta pois não existiam funcionários para lhes abrirem as portas para eles trabalharem enquanto o nosso governo de festa em festa de inauguração em inauguração se fazia mostrar aos olhos da comunicação social.
Também lamento a atitude, ou parte dela do meu partido PSD, e digo meu pois pago para ele existir, e pertenço aos seus quadros… um partido do arco do poder deveria ter um posição algo diferente e não se deixar arrastar para a politiquice de feira e isto sem querer mandar alguma indireta ao terceiro partido do arco de poder que atira pedras e flores consoante os seus amores e desamores políticos…
PEV – Partido Ecologista os Verdes, esse partido que coloca deputados na nossa Assembleia da República sem os ver legitimados nas urnas, pois acho que ninguém me pode dizer quantos votos vale esse partido.
PCP – Partido Comunista Português, esse partido cristalizado no tempo que se esquece que Portugal é membro contributivo das organizações ás quais pediu ajuda, esse partido que odeias os bancos e se esquece que o Estado, as empresas Públicas, as pequenas e médias empresas e o grosso da população portuguesa, inclusivamente os militantes e apoiantes comunistas que tem créditos financeiros; dizia eu que Portugal vive á custa da banca e o PCP não gosta da banca que como instituição de crédito existe para ter lucro e não para fazer ação social como primeira meta.
BE – Bloco de Esquerda, essa simbiose de elitistas, burgueses e de outros que julgam ser chique ser do contra e que se esquecem que na economia de mercado as instituições bancárias são fundamentais. Até a China já tem um país e dois sistemas pois descobriu a necessidade da economia de mercado. Também não me esqueço que os dirigentes bloquistas são todos bons burgueses.
Só no passado fim-de-semana Louça, essa ave rara, anunciou que quer falar com o governo sobre a intervenção que estava e está a ser negociada. Mais tarde que Sócrates a entender a necessidade de ajuda só Louça, aquele que criticava os PPR, e os tem. Aquele que quer um estado como o reino dos céus. Bem no céu até Louça iria contestar…
PS e PSD – Como principais partidos do arco de governação foram os principais culpados, ainda são e vão ser, do desastre económico português, pois mais interessados nas orgias de interesses com as grandes construtoras, etc., etc., levaram o país ao estado que está, e mesmo com as calças em baixo ainda dão uma péssima imagem de Portugal ao mundo. Uma palavrinha para todos partidos que ao nível das autarquias também se envolveram em corrupções de toda a ordem, aí não existe nenhum partido que se isente de culpas.
Dito isto digo de forma clara que a política portuguesa só se resolve com reformas antecipadas e certidões de óbito. Alias por mim eu entregava a governação de Portugal, num concurso internacional ao FMI, por um período de 30 anos. Dirão que não sou patriota, eu respondo por o ser assim o faria, pois entretanto poderia ser que nos moralizasse  e nos colocasse ao nível dos nórdicos. Depois de 20 anos entregava a governação do país aos nossos netos que apesar de serem novos estariam limpos da canalhice a que estes políticos nos tem habituado.
Nota de rodapé!!
O nosso actual e interino primeiro ministro pode ser um animal político, mas como tal só se fica por aí pois, como gestor deu no que deu.
O Paul Thomson, o responsável do FMI, já deixou claro que o problema português mais que conjuntural é de governação, que é o resultado da incompetências dos nossos políticos. Bem ele não disse assim, pois é bem educado, pois o mais correto seria falar em corrupção politica, moral, económica e mais alguma coisa que agora me esqueço.
Dizia eu atrás que esse Sócrates cuja mãe lhe devia ter ensinado a governar o país como se governa a casa! Bem retiro o que escrevi por aquilo que já se sabe.
No comício á nação, comício onde se apresentou com o embalsamado Teixeira dos Santos, Sócrates mostrou que vive num mundo só seu, e que nos fodeu no nosso, repito a palavra fodeu pois todos nós sabemos o seu significado, espero que não em toda a sua amplitude!
Num dos momentos mais difíceis do nosso país Sócrates não teve coragem para ser honesto e isso diz tudo de um homem e de um político. Fez campanha ao invés da seriedade; manipulou as palavras e os portugueses e se o seu empalhado Teixeira dos Santos fosse um gajo com tomates tinha abandonado o comício, tendo com isso capitalizado dez milhões de portugueses. No comício ao país Sócrates tratou os portugueses como votos e não como cidadãos. Este é o homem que daqui a uns tempos terá uma reforma dourada.
Eu não lhe desejo a morte, mas se o prémio Nobel da Paz mandou matar o Bin Laden…

quarta-feira, maio 04, 2011

“Olho-te”, e tenho vergonha de perder a vergonha, de ir ter contigo, para ouvir um não…

Entre nós e o futuro está o vazio.
A mudança que surgiu foi grande, e fiquei em pânico e deixei de acreditar…
O velho libertou-me para o novo.
Tudo se perdeu na dor desses momentos, no vazio de ontem…
Dores passadas, que estiveram escondidas, fantasmas de má memória, acordam-me pela manhã depois de me embalarem o sono…
As lágrimas limparam o rosto mas não a face…
As lágrimas endureceram-me o coração, e eu quero, e tenho, tanto para dar…
A tristeza quase esgota a dor,
essa, faz-me aceitar o que sou…
O que tenho…
A solidão…
Não tenho uma nova vida no horizonte…
Não existe a Primavera, pois sobra-me em covardia e medo, o querer ser feliz…
O querer dizer; falar de amor e perder, ou melhor dizendo, não merecer, não ser capaz de gerar amor pela mulher amada…
Possa isto tudo para não dizer:
- Não ter hipóteses!
No vazio da vida tomamos decisões, apontamos metas e novos rumos…
O vazio é o momento de, e, para o futuro…
“Olho-te”, e tenho vergonha de perder a vergonha, de ir ter contigo, para ouvir um não…
Como sonho ouvir um sim…
A tua alma não é minha, mas a minha quer-se perder na tua…
no  cheiro da tua pele…
nos teus cheiros de frutos…
nos teus paladares de mel…
eu quero ser luz em teu ventre…
e estar sempre…
sempre…
presente…
gémeas?!
Huummm…
As cicatrizes no meu coração significam que dei pedaços dele…
São poucas…
Mas faltam-me grandes pedaços…
E nenhuma mulher me deu um pedaço do seu coração, para tapar as cicatrizes do meu…
E quando julguei ter recebido, quando chorei de felicidade, a dor, uma imensa e atroz dor, trouxe-me o erro, a dúvida, o precipitar de ter ouvido o amor…
Mas para o ouvir ele teve que ser dito…
O pedaço de coração que dei a essa mulher, transformou-se num buraco, pois não foi retribuído.
É certamente triste, passar a vida com o coração intacto, mas nos momentos de dor, era isso que desejava-mos…
Mulher!
Toma o meu coração…
Ele pode não tapar as tuas dores, mas é teu!...


P.S. “Olho-te”, e tenho vergonha de perder a vergonha, de ir ter contigo, para ouvir um não…

segunda-feira, maio 02, 2011

Estou preso deste vício de te olhar, deste vício de te escrever.


Tu!

A armadilha implacável que me inunda a alma, que me preenche as centenas de milhões de células do corpo.

Às vezes sofro demais para amar, e pouco para acreditar…

Palavras feitas, mas de uma intensidade tal, que se me mostram o real valor dos sentimentos, então deixo-as imutáveis…

Assim sendo às vezes não quero sequer pensar pois pensar dá-me conhecimento da realidade e força-me a decidir por um caminho, esse que me pode fazer mal…

Não pensar, alivia, exorciza a realidade, tal como os que usam as drogas, esse milenar processo de alienação…

Mas…

Aliviando o não pensar, não resolve, adia, e adiar piora.

Pelo caminho escrevo, talvez para fascinar os que merecem ser fascinados e meia dúzia de outros mais.

É sempre tolice dar conselhos, mas receber bons conselhos pode mesmo ser fatal.

Hoje quase ninguém morre por amor, e a prová-lo é ver o facebook, pois apesar de muita gente estar casada, apesar das traições constantes ou constantes traições, agora a moda é:

Estar numa relação com!...

Hoje tem-se vergonha de dizer que namoramos e o prazer sobrepôs-se a tudo e aderimos ao futuro incerto de uma relação com… em detrimento de: estamos a namorar!

Preciso de tempo!

A culpa não é tua, é minha!

Vamos dar um tempo!



Mas tem-se sempre tempo para as facadinhas do e no facebook…

As mulheres cada vez mais giras e sorridentes, cada vez mais sensuais e fatais, andam sós, ou em grupo de solidões adquiridas…

Dizem ser vitimas de mau olhado, mas aprenderam a marcar o ponto como nós, e depois choram por não ter uma sms no telefone na manhã seguinte…

Bem vindas ao nosso jogo!

Nós, nós vingamo-nos na cerveja, na borga, nas consolas de jogos e com os amigos que ontem marcaram o ponto…

E sonhamos com as nossas mamãs!

Bem vindos ao futuro certo!

Hoje já não há tolerância e outras qualidades mais…

Temos o facebook!...

O cientista e a mulher que dá o corpo em troca de "sentimentos" Estavam os dois a enamorar-se por uma escultura. Estão os dois ...